quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Dias cinzentos
Em algumas regiões de nosso planeta, em países localizados em latitudes mais extremas, distantes do Equador, é natural que o inverno se faça mais rigoroso.
Aí, à chegada da estação invernal, os dias se fazem mais curtos e o céu é, via de regra, tomado de tonalidades cinzas.
Os dias se sucedem com poucas variações, melancólicos, morosos. O céu sempre pesado, com suas nuvens carregadas.
Nessa época, apontam alguns estudos, aumenta o número de suicídios e os sintomas da depressão.
Tomados pela atmosfera triste, pelo clima frio e, naturalmente, mais introspectivo, essas pessoas deixam-se levar sutilmente pela aparente tristeza da natureza, esquecendo-se que logo mais virá a primavera.
Nas tradições míticas dos povos nórdicos, onde os invernos são muito rigorosos, imaginavam que a chegada do inverno se dava porque o deus Thor havia perdido seu martelo.
Quando o tornava a encontrar, dava-se o início da primavera, da pujança, da alegria e força da natureza.
* * *
Assim ocorre com nossa vida, habitualmente. Há dias de inverno, cinzas, frios e tristes.
São dias em que os desafios se mostram mais intensos, em que as dores, do corpo ou da alma, se apresentam mais rudes e onde também, alguns de nós se deixam levar para estados d'alma tristes e depressivos.
Esses dias cinzas são também dias de aprendizado, de conquistas e de amadurecimento.
O ciclo da natureza não prescinde do frio do inverno, das mudanças climáticas e do hibernar momentâneo da vida para que reinicie seu ciclo logo mais.
Nosso processo de amadurecimento e aprendizado também não pode dispensar dias cinzentos e pesados.
São essas horas que nos oportunizam a reflexão que talvez os dias de saúde não nos trariam.
É nos momentos de dor que repensamos nossas atitudes e valores, readequando-os de maneira mais sensata e amadurecida.
Porém, como na natureza, tudo passa. Dessa forma, à invernia das dores e dos tormentos, outro ciclo de possibilidades e realizações felizes se faz presente.
Novamente surgem os dias de primavera em nossa vida.
Por isso, não podemos desanimar ou nos deixar levar por processos depressivos, mergulhando em tristezas profundas, perdendo as esperanças como se tudo fosse um doloroso fim.
É apenas o ciclo da vida, que ora nessa ou naquela situação, nos dá a chance de crescimento necessário.
Como Espíritos imortais que somos, a cada reencarnação, novos desafios são programados pela Bondade Divina, a fim de que aprendamos as Suas Leis de amor e justiça.
Portanto, se hoje os dias nos são invernais, se os céus de nossa vida se mostram cinzentos e sombrios, roguemos ao Senhor da Vida que nos conceda força, bom ânimo. Alimentemos nossa fé na oração.
Assim que as lições necessárias se concluirem, as flores da primavera serão nossa recompensa, perfumando nossos caminhos e tornando a nos falar das glórias e da Bondade Divinas.
Redação do Momento Espírita.
Em 18.10.2012.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Conversão
O episódio das três negações de Pedro é muito emblemático.
Contudo, antes que ele ocorresse, Jesus cuidou de alertar o Apóstolo.
Segundo a narrativa evangélica, pouco antes da prisão do Mestre, deu-se uma interessante conversa.
Nela, Pedro foi avisado de que corria perigo moral.
Jesus lhe disse que tinha rogado por ele, a fim de que sua fé não desfalecesse.
Afirmou-lhe ainda que, quando se convertesse, deveria confirmar seus irmãos.
Pedro afiançou ao Cristo estar disposto a segui-lO à prisão e à morte.
Então, Jesus lhe disse que, antes que o galo cantasse, ele O negaria três vezes.
* * *
Essa narrativa funciona como um alerta.
Com frequência, ouve-se o discurso de que é preciso e suficiente aceitar Jesus.
Que essa aceitação resolve de imediato todos os problemas da vida.
E faz cessar as tribulações materiais e morais.
Como um passe de mágica, transforma homens em quase anjos.
Entretanto, não é tão fácil a genuína conversão.
Muitos portadores de convicções apressadas se equivocam quanto a isso.
Incontáveis dizem eu creio, mas poucos podem declarar estou transformado.
As palavras de Jesus a Simão Pedro são muito simbólicas.
Jesus as proferiu, na véspera do Calvário, na hora grave da última reunião com os discípulos.
Recomendava ao pescador de Cafarnaum confirmasse os irmãos na fé, quando se convertesse.
Acresce notar que Pedro sempre foi o Seu mais ativo companheiro de apostolado.
O Mestre, habitualmente, preferia a Sua casa singela para exercer o Divino ministério do amor.
Durante três anos sucessivos, Simão presenciou acontecimentos assombrosos.
Viu leprosos limpos, cegos que voltavam a ver, loucos que recuperavam a razão.
Deslumbrou-se com a visão do Messias transfigurado no Tabor.
Assistiu à saída de Lázaro da escuridão do sepulcro.
No entanto, não estava convertido.
Ainda lhe faltavam os trabalhos imensos de Jerusalém.
Carecia de fazer muitos sacrifícios pessoais.
Deveria travar lutas enormes consigo mesmo.
Somente depois poderia se considerar convertido ao Evangelho e dar testemunho do Cristo aos irmãos.
Assim, não basta maravilhar a própria alma para operar-se a necessária conversão ao bem.
A aceitação das revelações espirituais não logra promover a imediata transformação de um homem para Jesus.
Simão Pedro presenciou essas revelações com o próprio Messias.
Mas custou muito a obter tais títulos.
A crença não é um passe de mágica, que tudo resolve e transforma.
Ela reclama serviço intenso para frutificar.
Demanda esforço, reflexões e renúncias.
É preciso trabalhar firme para conseguir se converter.
Aprender a servir anonimamente e a perdoar.
Apenas após longas vivências no bem, o homem estará habilitado para testemunhar sua condição de cristão.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 15, do livro Caminho,
Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel, pela psicografia de Francisco
Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 17.10.2012.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Algo grande que sirva para alguém
A moça trabalhava como voluntária numa loja de roupas usadas, um brechó de um hospital.
Certo dia, conta ela, adentrou a loja uma certa senhora bastante obesa.
Logo a atendente pensou, entristecida: Puxa... Ela não vai encontrar nada na numeração dela...
A partir daquele momento, ficou bastante apreensiva, conforme observava a senhora passando de arara em arara, procurando algo.
Pensava numa forma de evitar que a cliente se sentisse mal, uma vez que tinha certeza de que não encontraria nada que lhe servisse.
Não queria que ela se sentisse excluída e nem que a questão de seu sobrepeso viesse à tona, deixando a estranha sem jeito.
Fez, então, uma breve oração, pedindo uma luz para se sair bem daquela situação delicada, evitando que a senhora passasse por qualquer tipo de humilhação naquele momento.
Foi quando o esperado aconteceu. A cliente se dirigiu à moça e afirmou, um pouco entristecida e constrangida:
É... Não tem nada grande, não é?
E a moça, que até aquele instante não soubera o que fazer, abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu, sorrindo:
Quem disse?? É claro que tem! Olha só o tamanho deste abraço! - E a abraçou com muito carinho.
A loja toda parou para observar a cena inusitada e bela.
A senhora, pega de surpresa, entregou-se àquele abraço acolhedor, deixou-se tomar por algumas lágrimas discretas e exclamou:
Há quanto tempo ninguém me dava um abraço...
Depois de alguns instantes, buscando se recompor, ainda emotiva, finalizou a conversa breve dizendo:
Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava...
* * *
Inspirados nesta singela passagem, poderíamos perguntar:
Será que dentro de nós, procurando nos baús de nossa intimidade, nas prateleiras da alma, também não podemos encontrar algo grande que sirva para alguém?
Somos aprendizes, sim. Muito nos falta de bagagem moral e intelectual, mas muito já temos para oferecer.
Quem não tem condições de dar um abraço sincero?
Quem não consegue alguns minutos de sua semana para dedicar a algum tipo de trabalho voluntário?
Quem não está apto a proferir uma palavra de estímulo, um elogio, um voto de sucesso ou de paz?
Temos todos algo grande dentro de nós: o amor maior em estado de latência, a assinatura do Criador em nossas almas perfectíveis.
O que temos de bom não precisa ser guardado a sete chaves conosco. A candeia precisa ser colocada sobre o alqueire para que brilhe para todos.
Brilhe, assim, a nossa luz, sem economia e sem medo. Há tantos que precisam dela...
Não deixemos passar um dia sequer sem ter sido importantes na vida de alguém, na história de um ser que respira ao nosso lado.
Haverá dia em que finalmente entenderemos o que é viver como irmãos na Humanidade inteira.
Que esta pergunta possa ecoar em nosso Espírito durante todo este dia:
Será que não temos algo grande que sirva para alguém?
Redação do Momento Espírita com base em depoimento
anônimo, colhido na Internet.
Em 16.10.2012.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Professores
Você recorda o nome de sua primeira professora?
Pois é, quase nunca lembramos. Mas, com certeza, recordamos dos nomes dos nossos professores universitários.
E não é pelo fato da proximidade de nossa formatura. Nós os lembramos pelo cabedal de conhecimentos, pela experiência e segurança, dentro de sua área de atuação.
Nós os recordamos porque partilharam das nossas lutas mais árduas, a fim de conseguirmos o tão ambicionado diploma.
Nós os lembramos porque estiveram conosco nas pesquisas e nas orientações particulares.
Também porque foram, muitas vezes, os que nos conduziram aos nossos primeiros estágios, ensaiando-nos para a carreira profissional.
Alguns nos orientaram em nossas teses e monografias, a fim de alcançarmos as especializações que almejávamos.
Temos razão em recordá-los e com gratidão. Entretanto, de nada adiantaria todo o conhecimento e a experiência deles na universidade, se não tivéssemos chegado até lá.
E somente chegamos até lá porque em nossa infância, alguém de extrema dedicação nos abriu a possibilidade da leitura, desvendando-nos o alfabeto.
Alguém que teve paciência suficiente para nos ensinar a decifrar os códigos da escrita. Que tomou da nossa mão e foi traçando os contornos das vogais e consoantes, a fim de que aprendêssemos a escrever.
Essa criatura foi nossa primeira professora. Enquanto brincávamos ou descansávamos após as horas da escola, ela se debruçava sobre livros à cata de contos e histórias para melhor ilustrar o ensino, no dia seguinte.
Enquanto nós dormíamos, ela estava criando e confeccionando materiais com suas mãos habilidosas. Eram personagens, gravuras, painéis para compor a próxima aula.
Tudo para que o estudo nos parecesse atraente e a escola nos conquistasse.
Crescemos. Hoje, quando lemos com fluência, até em outros idiomas, possivelmente nem nos recordamos das dificuldades dos primeiros momentos.
Após tantas conquistas e tantos anos passados, é bom nos lembrarmos da nossa primeira professora, aquela que descobriu a terra propícia da nossa riqueza interior e a despertou.
Aquela que nos ensinou os sons precisos das letras e como uni-las, a fim de formar palavras. Aquela que nos forneceu as noções básicas das operações aritméticas, a fim de que pudéssemos entender as noções de quantidade, pesos, medidas.
* * *
Se você tem hoje filho na escola e se emociona quando ele chega em casa, cantando uma pequena canção ou contando uma história, lembre: há uma criatura muito especial que se dedica de forma muito particular a ensinar-lhe muitas coisas, todos os dias.
Por isso, da próxima vez que seu filho olhar para uma placa ou painel de propaganda, em plena rua e começar a soletrar, tentando unir as letras para formar palavras e você o olhar com orgulho, não deixe de lembrar do tesouro precioso que é a escola.
Mais do que isso, não esqueça de agradecer, de vez em quando, à professora, por essas pequenas grandes conquistas do seu filho.
Redação do Momento Espírita, em homenagem à
Eugédia Maria Therezinha Venzon Bittencourt.
Em 15.10.2012.
sábado, 13 de outubro de 2012
A parábola relembrada
Conta-se que, após ouvir a parábola do samaritano, narrada por Jesus, o Apóstolo Tadeu ficou muito interessado no assunto.
Mais tarde, pediu que o Mestre fosse mais explícito nos ensinamentos.
Jesus, com Sua peculiar bondade, relatou o seguinte: Um homem enfermo jazia no chão, às portas de grande cidade.
Pequena massa popular assistia indiferente aos seus esgares de dor.
Passou por ali um moço romano de coração generoso.
Apressado, atirou-lhe duas moedas de prata, que um rapazelho de maus costumes subtraiu às ocultas.
Logo após, transitou pelo local um venerando escriba da lei.
Alegando tarefas urgentes a realizar, prometeu enviar autoridades, em benefício do mendigo anônimo.
Quase de imediato, desfilou por ali um sacerdote, que lançou ao viajante desamparado um gesto de bênção.
Afirmando que o culto a Deus o esperava, estimulou o povo a asilar o doente e alimentá-lo.
Depois dele, surgiu respeitável senhora, a quem o pobre dirigiu comovente súplica.
A nobre matrona lastimou as dificuldades de sua condição de mulher.
Invocou o cavalheirismo masculino para aliviá-lo, como se fazia imprescindível.
Minutos mais tarde, um grande juiz passou pelo mesmo trecho da via pública.
Afirmou que nomearia algumas testemunhas, a fim de verificar se o mísero não era algum viciado vulgar, e se afastou.
Decorridos ainda alguns instantes, veio à cena um mercador.
Condoído, asseverou a sua carência de tempo e deu vinte moedas a um homem que lhe pareceu simpático.
Assim, esperou que o problema de assistência fosse resolvido.
Mas o preposto improvisado era um malfeitor e fugiu com o dinheiro sem prestar o socorro prometido.
O doente tremia e suava de dor, rojado ao pó.
Foi quando surgiu um velho publicano, considerado de má vida, por não adorar o Senhor segundo as regras dos fariseus.
Com espanto de todos, aproximou-se do infeliz e lhe endereçou palavras de encorajamento e carinho.
Deu-lhe o braço e o levantou, sustentando-o com as próprias energias.
Conduziu-o a uma estalagem de confiança, fornecendo-lhe medicação adequada.
Também dividiu com ele o dinheiro que trazia consigo.
Em seguida, retomou com tranquilidade o seu caminho.
Depois de interromper-se ligeiramente, o Mestre perguntou ao discípulo: Em sua opinião, quem exerceu a caridade legítima?
Sem dúvida, foi o publicano, exclamou Tadeu.
Além de dar o dinheiro e palavras, deu também o sentimento, o tempo, o braço e o estímulo fraterno.
E para tudo usou das próprias forças.
Jesus fitou no aprendiz os olhos penetrantes e rematou:
Então, faça o mesmo.
* * *
A caridade por substitutos é indiscutivelmente honrosa e louvável.
Mas o bem que praticamos em sentido direto, dando de nós mesmos, é sempre o maior e o mais seguro de todos.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 29, do livro
Jesus no lar, pelo Espírito Neio Lúcio,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 13.10.2012.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Prece eficaz
Em sua passagem pelo mundo, Jesus se notabilizou pela pureza, pela bondade e pela sabedoria.
A meditação sobre Sua vida é sempre salutar.
Um aspecto interessante para refletir consiste no hábito que Jesus tinha de orar.
Nas mais diversas oportunidades, buscava se conectar com o Pai.
A pedido dos Apóstolos, ensinou-lhes a oração dominical.
Em Suas derradeiras instruções, antes de experimentar o martírio, Ele também tratou da prece.
Disse que, até aquele momento, os discípulos nada haviam pedido em Seu nome.
Mas que, ao pedirem, receberiam, para que sua alegria se cumprisse.
Com base nessa assertiva, muitos cristãos entendem que toda e qualquer oração deve ser atendida.
Não têm pudor de rogar ao Senhor da Vida a satisfação de fantasias e caprichos.
Ou então pedem para que a morte poupe um ente querido.
De outras vezes, rogam para ter vida tranquila, ao abrigo de imprevistos e desastres.
Imaginam que todos os seus problemas se solucionarão, ao simples custo de uma rogativa.
Olvidam a lei do trabalho, para se lançarem no simples petitório.
Desejam facilidades, sucesso sem esforço.
Acreditam que sua condição de cristãos lhes garante uma posição privilegiada no mundo.
Com isso, esquecem outra afirmativa do Messias Divino, no sentido de ser necessário tomar a própria cruz.
Ou seja, esforçar-se para superar os percalços do mundo.
Guardar dignidade frente às tentações.
Servir de exemplo, com uma vida laboriosa e serena.
Na ausência de pronto atendimento a suas rogativas, quedam desalentados.
Entretanto, há um aspecto importante a ser observado.
Jesus prometeu a resposta do céu aos que pedissem em Seu nome.
Por isso mesmo, a alma crente, convicta da sua fragilidade, precisa interrogar a própria consciência.
Deve analisar o conteúdo de suas rogativas ao Supremo Senhor, no mecanismo das manifestações espirituais.
Estará ela suplicando em nome do Cristo ou das vaidades do mundo?
A título de orar, não estará apenas cultivando o hábito da reclamação?
Pedir, em nome de Jesus, implica aceitar a Vontade Divina sábia e amorosa.
Essa rogativa tão especial pressupõe a entrega do próprio coração.
E quem se entrega ao Divino Amigo sabe se contentar com o necessário que lhe é concedido.
Nessa entrega reside o segredo da compreensão perfeita da sublimidade do amor de Deus.
Ele não envolve Suas criaturas em padecimentos com o propósito de vê-las sofrer.
Experiências dilaceradoras destinam-se a fazer surgir a pureza dos anjos.
Elas propiciam a superação do estágio de infância espiritual.
Chamam a atenção para o que realmente importa: a consciência tranquila, a fraternidade e a fé.
Nisso reside a genuína alegria do cristão, que jamais perece.
Pense a respeito.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 66, do
livro Caminho, verdade e vida, pelo Espírito Emmanuel, pela
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 8.8.2012.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Avisos do Alto
Narra-se que Chico Xavier estava parado defronte ao correio, conversando com seu irmão André, quando um policial passou por perto e, colocando o braço direito sobre seu ombro, lhe disse:
Muito obrigado, Chico!
E foi andando.
Chico ficou intrigado com aquele agradecimento. Não podia atinar com a causa.
À tarde, ao regressar do serviço, viu defronte a um bar um bloco de trabalhadores da fábrica e, no meio deles, o guarda que o abraçara pela manhã.
Passou mais perto e observou que o guarda tentava apartar uma briga entre dois irmãos, que se desentenderam por coisas de somenos importância.
O policial, vendo inúteis seus esforços e porque a discussão já se generalizava, envolvendo todo o bloco, tirou da cintura o revólver e ia usá-lo para impor sua autoridade.
Chico, mais que depressa, chegou perto e pediu-lhe:
Calma, meu irmão.
O guarda voltou-se contrariado mas, reconhecendo Chico, como que envergonhado do seu ato, parou de súbito e exclamou:
Muito obrigado, Chico!
Controlou-se, usou da palavra, aconselhou e o bloco foi desfeito com o arrefecimento dos ânimos...
À noite, indo Chico para o Centro Espírita, encontrou-se com o oficial novamente:
Chico, ia procurá-lo e agradecer-lhe, muito de coração, o bem que você me fez, por duas vezes.
Por duas vezes? Como?
Anteontem sonhei com você, que me dizia: "Cuidado, não saia de casa carregando arma à cintura como sempre o faz. Evite isso por uns dias..."
Por isso é que lhe disse, hoje, pela manhã: "Obrigado, Chico!" Referia-me ao sonho, ao seu aviso.
Mas me esqueci de atendê-lo. Saí armado e, se não fosse o concurso de nossos amigos espirituais na hora justa, teria feito hoje uma grande bobagem. Poderia até ter matado alguém... Mas a lição ficou, Chico.
Muito obrigado, Deus nos ajude sempre!
* * *
O fato mostra, primeiramente, como Chico era um instrumento da paz neste mundo. Visitando o amigo em sonho e depois o salvando, pessoalmente, de se comprometer seriamente com a vida.
Também mostra como ainda ignoramos mensagens claras de alerta, de aviso, que buscam nos preservar de problemas maiores na existência.
A espiritualidade se utiliza dos sonhos, das intuições e até dos que estão ao nosso redor para nos dar recados, para nos trazer advertências preciosas.
Só quem está com os pensamentos em equilíbrio e com a alma tranquila, consegue ouvir e se aproveitar dessas oportunidades inigualáveis.
Aqueles que estamos nervosos, afundados em ódios e pensamentos negativos, tornamo-nos surdos a qualquer bom conselho que possa nos ser dado.
Os Espíritos influenciam muito nossos pensamentos e atos. Escolher que conselhos vamos ouvir, que influências, boas ou más, iremos nos permitir, é escolha apenas nossa.
Utilizemos nossa sensibilidade. Prestemos maior atenção às intuições. Paremos, sempre que possível, elevando o pensamento em oração e perceberemos que podemos receber muito mais ajuda do que imaginamos.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 48, do livro Lindos
casos de Chico Xavier, de Ramiro Gama, ed. Lake.
Em 7.8.2012.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Luzes do entardecer
Conserva contigo os companheiros idosos, com a alegria de quem recebeu da vida o honroso encargo de reter, junto ao coração, as luzes do próprio grupo familiar.
Pensa naqueles que te preservaram, quando jovens, a existência frágil, nos panos do berço. Naqueles que atravessaram noites em claro, simplesmente para te velar o sono febril.
Reflete nos que te equilibraram os primeiros passos, enquanto tentavas andar sozinho.
Todas as vezes que caíste, eles te ergueram, sem reclamar de dores nas costas, por terem que se agachar quase até o chão, porque eras tão pequenino...
Recorda os que te afagaram os sonhos da meninice, que sorriram com as tuas primeiras conquistas, que sempre estiveram presentes nas festas de aniversário, nos encerramentos escolares, nas peças de teatro em que figuravas.
Quando chegavas em casa tristonho, insatisfeito com o resultado da disputa do jogo de futebol entre colegas, sempre tiveram uma palavra de consolo e um colo amigo.
Já que eles atravessaram o caminho de muitos janeiros, pensa no heroísmo silencioso com que te ensinaram a valorizar os tesouros do tempo.
Medita nas dificuldades que terão vencido para serem quem são. Também foram adolescentes, jovens. Tiveram sonhos...
Pensa no suor que lhes alterou as linhas da face. Suor das tantas tarefas profissionais e no lar. Tantas tarefas para que não te faltasse o teto, o pão, o abrigo e o carinho.
Pensa nas lágrimas que lhes alvejaram os cabelos. Muitas delas ocasionadas por tua rebeldia de criança que teimava em não amadurecer.
Quando, hoje, porventura, te mostrem azedume ou desencanto, escuta-lhes a palavra com bondade e paciência.
Não estarão te ferindo. Provavelmente estão murmurando contra dolorosas recordações de ofensas recebidas, que trancam no peito, a fim de não complicarem os dias dos seres que lhes são tão especialmente queridos.
Ama e respeita os companheiros idosos! Eles são as vigas que te escoram o teto da experiência para seres o que és.
Auxilia os idosos, quanto puderes, porquanto é possível que, no dia-a-dia da existência humana, venhas igualmente a conhecer o brilho e a sombra que assinalam no mundo, a hora do entardecer.
* * *
Exercita a gentileza e a gratidão para com todas as pessoas, especialmente os idosos.
A velhice é uma fase que alcançarás, com certeza, caso a morte não te arrebate o corpo antes.
Pode parecer cansativa a presença do idoso. Ele, porém, é rico da experiência que te pode brindar, mas também é carente dos recursos que lhe podes oferecer.
Redação do Momento Espírita, a partir da mensagem Luzes do
entardecer, pelo Espírito Meimei, psicografia de Francisco Cândido Xavier e
do cap. XXIX, do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia
de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 6.8.2012.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
O mundo e o mal
Em certo trecho do Evangelho, Jesus faz uma longa oração pelos Seus discípulos.
Nessa oração, Ele pede a Deus que não os tire do mundo, mas que os livre do mal.
Esse trecho da prece do Cristo suscita as mais interessantes reflexões.
Nos centros religiosos, há sempre grande número de pessoas preocupadas com a ideia da morte.
Muitas não creem na paz, nem no amor, senão em planos diferentes da Terra.
A maioria aguarda situações imaginárias e injustificáveis em seu futuro espiritual.
Nessa expectativa de um amanhã rosado e glorioso, esquecem o esforço próprio.
Não fazem o possível para tornar melhor o mundo em que vivem.
Olvidam a bênção do trabalho, da disciplina e da perseverança.
Envolvem-se o mínimo possível com o sofrimento alheio.
Parecem achar que a vida na Terra é simplesmente algo a ser suportado.
Quanto antes passar, da forma mais automática possível, mais rapidamente entrarão na posse de uma felicidade perfeita.
Contudo, o anseio de morrer para ser feliz é enfermidade do Espírito.
Afinal, orando ao Pai por Seus discípulos, Jesus não rogou para que fossem retirados do mundo.
Pediu apenas que fossem libertos do mal.
Trata-se de um eloquente sinal de que o importante para as criaturas não consiste em trocar de domicílio.
Na Terra ou no Plano Espiritual, continuam as mesmas.
O mal, portanto, não é essencialmente do mundo, mas das criaturas que o habitam.
A Terra, em si, sempre foi boa.
De sua lama, brotam lírios de delicado aroma.
Sua natureza maternal é repositório de maravilhosos milagres que se repetem todos os dias.
De nada adianta alguém partir do planeta, quando seus males não foram exterminados convenientemente.
Em tais circunstâncias, a imensa maioria dos homens se assemelha aos portadores das chamadas moléstias incuráveis.
Podem trocar de residência.
Mas a mudança é quase nada, se as feridas os acompanham.
O relevante é embelezar o mundo e aprimorá-lo.
E isso se realiza mediante a transformação moral dos homens.
Nessa linha, cada ser humano é colocado no melhor contexto para que se aperfeiçoe.
Então, você não precisa morrer e nem mesmo trocar de vizinhança, de emprego, de família ou de país para ser feliz.
Necessita, sim, ser digno e generoso onde quer que a vida o tenha colocado.
Precisa aprender a perdoar e a dar de si, em vez de reclamar auxílio dos outros.
Quando se tornar trabalhador, desprendido, leal e bondoso, viverá em paz em qualquer ambiente.
Ainda que desafiado por fatores externos, possuirá um pedaço do céu em seu coração.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 30 do livro Caminho,
Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido
Xavier, ed. FEB.
Em 01.06.2012.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Miséria
O garoto levantou cedo. Naquele dia, junto com os demais colegas, eles iriam conhecer uma favela.
Meninos ricos, estudando em um colégio maravilhoso, receberam a proposta do professor de sociologia para conhecer as diferenças sociais.
O garoto nem podia imaginar o que era uma favela. É claro que ele já havia visto meninos de rua, que lhe haviam dito serem filhos de ninguém. Mas uma favela, ele jamais vira.
Todos foram aconselhados a vestir roupas mais simples, a fim de não afrontar a miséria que visitariam.
Logo que o ônibus foi se aproximando do local, Pedrinho pôde perceber porque aquele local era conhecido na cidade como um flagelo, uma desgraça muito grande que atinge muita gente ao mesmo tempo.
Não havia estrada asfaltada e, como chovera na noite anterior, a rua era um lamaçal enorme que, com dificuldade, o ônibus ia vencendo.
Não havia jardins, nem postes, calçadas, vitrinas. Nem caminhões de limpeza urbana. O lixo se amontoava por toda parte.
Quando chegaram enfim, à entrada da favela, o que viu foram caminhos estreitos, lamacentos, malcheirosos, insinuando-se por entre tábuas apodrecidas, juntadas de qualquer jeito.
As tábuas pareciam formar casebres, mas tão esburacados que era difícil acreditar que se pudessem manter em pé. As portas eram remendadas com papelão ou velhos pedaços de lata.
Pedrinho lembrou de sua casa enorme, em que cada um tinha seu próprio quarto, com banheiro individual, uma sala de jogos, uma para televisão, a sala de visitas, de jantar. Tantos cômodos.
E ali, as pessoas se amontoavam nos barracos onde sempre vivia mais gente do que podiam conter.
Vivendo tão apertados uns com os outros, deveriam se sentir muito mal, ele pensou. E infelizes.
Com certeza, aquela cidade repelente envergonhava a cidade limpa, de cimento e tijolos, varrida todas as manhãs e bem iluminada todas as noites.
Pedrinho viu um homem batendo na mulher e uma criança chorando, assustada.
Descobriu que a miséria torna os homens ruins. E também propiciava o roubo, que se apoderava das carteiras dos outros. O vício, sempre à espreita de qualquer coisa desonesta. O crime, sempre de revólver na mão.
Pedrinho concluiu que, para acabar com aquilo tudo, era necessário amor.
Só o amor poderia chegar ali e oferecer trabalho. Com trabalho, as pessoas conseguem dinheiro. O dinheiro permite comprar coisas e aquelas crianças teriam colchão para dormir e cobertas para as noites frias.
Não passariam fome porque haveria pão e leite sobre as mesas. Assim, elas não precisariam mais revirar o lixo, procurando restos de comida.
Só o amor poderia chegar ali e orientar as pessoas a melhor construir suas casas, ofertando madeira de melhor qualidade. E as criaturas poderiam se acomodar melhor, não como coelhos dentro de uma toca.
Só o amor saberia transformar a lama em jardim, os caminhos estreitos em ruas bem alinhadas, com calçadas de pedra.
Só o amor lembraria de construir uma escola, uma creche para abrigar todas as crianças que ali viviam. Com as crianças na escola e na creche, suas mães também poderiam procurar trabalho, que significaria melhores condições para a família.
Só o amor poderia se lembrar que todos somos filhos de Deus e merecemos viver com dignidade.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 10 do livro O
menino do dedo verde, de Maurice Druon, ed. José Olympio.
Em 31.05.2012.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Todos podem ser generosos
Quando tinha treze anos, Severino saiu de Olho D'água Seco, no sertão de Pernambuco, para morar com um tio na capital, Recife.
Certo dia perdeu-se na cidade grande. Sem saber ler, não conseguia encontrar o caminho de volta olhando as placas e o nome das ruas. Era como se fosse cego, diz.
Quando, afinal, achou o endereço, pediu ao tio para lhe comprar uma cartilha de alfabetização. Sozinho, aprendeu a ler e a escrever. Um ano depois, voltou ao sertão e tratou de ensinar o que sabia à irmã.
Não era muito, mas era o bastante. Depois, improvisou uma escolinha para alfabetizar outros moradores. Já tinha ensinado duzentas e trinta e uma pessoas a ler quando deixou Pernambuco, há vinte e quatro anos, por uma vida melhor em São Paulo.
Durante a viagem, ensinou mais doze conterrâneos a assinar o próprio nome.
Gosto de passar adiante tudo o que aprendo. Não vou levar nada para o caixão. Então tenho de compartilhar o que sei com quem precisa, senão esse conhecimento morre comigo, conta ele.
* * *
Estamos acostumados a reconhecer a generosidade em gestos grandiosos como o de Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do planeta, que doou vinte e nove bilhões de dólares à instituição de combate à pobreza que fundou com a mulher, Melinda.
Mas a história de Severino não deixa dúvida de que a generosidade pode ser praticada mesmo por quem tem pouco ou quase nada - e de várias formas, muito além de dar bens que sobram.
Alguns exemplos são: Antônio, um desembargador de justiça, que conta histórias para crianças num hospital. Élcio, que incentiva a solidariedade na empresa que lidera, e ajudou a fazer dela um dos melhores lugares do mundo para trabalhar.
Juliana e Marina, que fazem as pessoas rir sem pedir nada em troca.
Danielle, que aos sessenta e três anos, ajuda milhares de deficientes visuais a ter acesso a livros.
Todos podemos ser generosos, e se desejamos realmente um mundo melhor, começar pela benevolência nas pequenas coisas, nos gestos singelos, é fundamental.
Em O Livro dos Espíritos, encontramos a Espiritualidade respondendo que o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus é:
Benevolência para com todos, indulgência com as imperfeições alheias e perdão das ofensas.
Assim, percebemos que, no coração generoso, benevolente, está a essência da caridade como nos ensinou o Mestre.
* * *
Você já foi generoso hoje?
Proponha a você mesmo este desafio. Faça este convite. Pratique um ato, pequeno que seja, de generosidade, no dia de hoje e veja os resultados.
Não o resultado do reconhecimento - pois ele quase sempre não vem, e não deve ser nosso foco - mas o resultado em sua alma, em sua alegria interior.
Não há quem resista ao poder sedutor da benevolência. Sempre saímos diferentes, mais leves, mais felizes.
Dê do pouco que tem, mas dê. Não é necessário ter muito para dar. Dar-se é, certamente, muito mais valioso do que dar coisas.
Doe-se ao outro. Doe-se ao mundo. Doe sua vida ao amor e ganhe a felicidade tão sonhada!
Redação do Momento Espírita com base em artigo da revista
Sorria, v.1, de março/abril de 2008, e no item 886, de O livro dos
Espíritos, de Allan Kardec,
ed .Feb.
Em 30.05.2012.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Nossos pesos
Você se sente, em alguns dias, como se carregasse o peso do mundo?
Sente-se excessivamente cansado, atormentado, assoberbado de tarefas?
Talvez seja interessante refletir um pouco a respeito do que o está deixando tão exausto, quase desencantado da vida.
Conta-se que um conferencista tomou de um copo, nele despejou água e o ergueu, mostrando para a plateia.
Então, lançou a pergunta: Quanto vocês acham que pesa este copo?
As respostas variaram entre vinte e quinhentos gramas.
Bom, completou o conferencista, o peso real do copo não importa.
O que importa é por quanto tempo eu o segurarei levantado. Se o segurar por um minuto, tudo bem. Se o segurar durante um dia inteiro, precisarei de uma ambulância para me socorrer.
O peso é o mesmo, mas quanto mais o seguro, mais pesado ele ficará.
Isso quer dizer que se carregamos nossos pesos o tempo todo, mais cedo ou mais tarde não seremos mais capazes de continuar.
A carga irá se tornando cada vez mais pesada.
É preciso largar o copo, descansar um pouco, antes de segurá-lo novamente.
Temos que deixar a carga de lado, periodicamente. Isso alivia e nos torna capazes de continuar.
Portanto, antes de você voltar para casa, deixe o peso do trabalho num canto. Não o carregue para o lar.
Você poderá retomá-lo, no dia seguinte.
* * *
Há sabedoria nas palavras do conferencista. Por isso mesmo, o Sábio de Nazaré, há mais de dois mil anos recomendou: A cada dia basta sua própria aflição.
Equivale a dizer que devemos saber nos empenhar em algo que precisa ser feito, que exija todo nosso esforço.
Mas que, depois de um tempo, precisamos relaxar, espairecer, trocar de tarefa.
A lei trabalhista estabelece o cômputo de horas ao trabalhador. Também o dia do repouso, das férias.
Na escola, temos horários de estudo, intercalados com intervalos.
Pensemos, portanto, e comecemos a agir com sabedoria. Enquanto no trabalho, todo empenho.
Vencidas as horas de esforço mental ou físico, envolvamo-nos em outra atividade prazerosa.
Busquemos o lar e vivamos, intensamente, com nossos familiares.
Observemos o filho no berço, o outro que ensaia as primeiras letras no papel. Preocupemo-nos em saber se tudo está bem. Conversemos.
Desanuviemos o cenho, agora é o momento da família.
E não esqueçamos de momentos para a oração, para a boa música, a leitura nobre, que nos refaça a intimidade, nos descanse a alma.
Vinculemo-nos a um trabalho voluntário. Cultivemos nosso jardim. Podemos as árvores. Colhamos flores.
Despertemos mais cedo e observemos o nascer do sol. Encantemo-nos com o cair da tarde.
Em suma: vivamos cada momento com todas as nossas energias. Cada momento, sem levar conosco cargas desnecessárias.
Lembremos Jesus: A cada dia basta sua própria aflição.
Redação do Momento Espírita, com base no texto O copo d´água,
de autoria desconhecida.
Em 29.05.2012.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Magia do amor
Um executivo foi a uma palestra e ouviu um grande tribuno falar sobre o maior bem da vida que é a paz interior. Podemos tê-la em qualquer lugar, sozinhos ou acompanhados.
Pois o executivo resolveu fazer uma experiência. Pegou cinco belas flores e saiu com elas pela rua, em plena cidade de São Francisco, na Califórnia. Logo notou que as cabeças se viravam e os sorrisos se abriam para ele.
Chegou ao estacionamento e a funcionária do caixa elogiou o seu pequeno buquê. Ela quase caiu da cadeira quando ele lhe disse que podia escolher uma flor.
Segundos depois ele se aproximou de outra mulher, que não assistira à cena anterior, e ela falou do perfume que ele trazia ao ambiente. Ele lhe ofereceu uma flor.
Espantada e feliz com o inesperado, saiu dali quase a flutuar, afinal, quem distribui flores perfumadas numa garagem pública quase deserta, num domingo, perto das vinte e duas horas?
Completamente embriagado pela magia daqueles momentos, ele entrou num restaurante. Uma garçonete, com ar de preocupação, foi atendê-lo. Ele percebeu que as flores mexeram com ela.
Como se sentia com poderes especiais para fazer os outros felizes, depois das duas experiências anteriores, ele deu a ela uma flor e um botão por abrir e lhe disse que cuidasse bem dele, pois, ao desabrochar, lhe traria uma mensagem de amor.
Dias depois ele voltou ao restaurante. A garçonete sorriu para ele com ar de quem tinha encontrado a fórmula da felicidade e falou: A flor abriu. A mensagem era linda. Muito obrigada.
O executivo sorriu também. Sentia-se um mágico: com flores, amor no coração e uma mensagem positiva, inventada ao sabor do momento, produzia alegria. Tão simples que até parecia irreal.
Na manhã seguinte, ele precisava abrir um portão para passar com o carro. Surgida nem se sabe de onde, uma sorridente mulher desconhecida, que passava correndo, o abriu e fechou para ele, espontaneamente.
Ele compreendeu que havia uma harmonia universal ao seu dispor. Bastava que a buscasse. E passou a recomendar: Tente você também, desinteressadamente. Dá certo e a recompensa é doce!
* * *
Se você é daquelas pessoas que vive correndo, com pressa, pense um momento: Por que a pressa? Vai salvar o mundo?
Salve este momento vivendo-o com amor ao próximo e a si mesmo. Seja mensageiro da luz, distribuindo flores em vez de espinhos.
Pense em algo diferente, surpreendente que você possa fazer para melhorar o ambiente do seu lar, do seu local de trabalho.
Já pensou em colocar sua mesa mais perto da janela, para ser beijado pelo sol, enquanto você trabalha? Isso é amor a você mesmo.
Já pensou em levar flores para sua casa e as colocar na sala, perfumando o ambiente, alegrando a todos? Isso é amor ao próximo.
Um e outro nos dão felicidade. A felicidade desde agora, não mais tarde, amanhã ou depois da morte. A felicidade de nos sentir e fazer os outros felizes.
Redação do Momento Espírita, com base no artigo A magia
amorosa de Divaldo Pereira Franco, de José Luiz Emerim,
correspondente do jornal O Popular, Goiânia,Go.
Em 28.05.2012.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Caminhos do desamor
Dia desses passamos por uma rua e nos chamou a atenção um grande muro, à frente de uma casa.
Com todo capricho, o muro estava pintado com uma cor clara e, pequenos canteiros, com flores miúdas, haviam sido colocados à beira da calçada.
Um primor! Infelizmente, bem no meio do muro, havia sido escrito em letras pretas, tortas, grotescas, destoando totalmente da beleza e bom gosto do dono da casa: Jesus te ama!
A mensagem é positiva, no entanto, pichar propriedade alheia mostra, em primeira mão, que Jesus ama a todos, com certeza, mas nós ainda não aprendemos a amar nosso irmão.
Não respeitar a propriedade alheia, não preservar o que outro gastou em economias, em trabalho, em esforço, para conseguir é falta total de amor.
E se proclamamos que Jesus nos ama, devemos recordar que Ele nos recomendou que nos devíamos amar uns aos outros como Ele nos amou.
Ele, portanto, prescreveu a forma de amar que deveríamos seguir. Precisamos aprender a seguir-Lhe o exemplo.
E oportunidades para isso não faltam. Dizemo-nos um país religioso, no entanto, como escreveu João Ubaldo Ribeiro, em uma de suas crônicas, nossas empresas são verdadeiras papelarias.
Os empregados, que ganhamos nosso salário mensal, levamos para casa todos os dias papel, clipes, lápis, canetas, tudo de que precisa nosso filho para fazer o trabalho da escola.
Ou para nós mesmos utilizarmos. Quanta desonestidade em nosso proceder. Nem nos lembramos que, com tais ações, não estamos obedecendo ao sétimo mandamento do Decálogo.
E nosso desamor ao próximo continua. Basta olharmos para nosso planeta. Aplaudimos os discursos dos que nos conclamam ao mundo sustentável, à reciclagem do lixo, à coleta seletiva e tudo o mais.
Comparecemos a caminhadas que objetivam conscientizar a todos a respeito da correta postura ecológica. Contudo, muitos de nós vamos deixando pelo caminho as marcas da nossa passagem: copos e garrafas descartáveis, papéis de bala, etc.
E não estaremos amando nosso próximo enquanto nos ônibus as pessoas idosas, gestantes, com crianças ao colo estiverem em pé e nós fingirmos dormir para não lhes dar o lugar.
Nem mesmo quando alardeamos que temos TV a cabo em casa, mas nada pagamos por ela, porque puxamos o cabo da casa do vizinho.
Enquanto não houver o mínimo respeito pela propriedade do outro, pelos bens públicos, ainda estaremos estacionados no desamor.
Enquanto acreditarmos que o bom mesmo é ser esperto e passar o outro para trás e ainda nos vangloriarmos do feito, não estaremos no caminho do amor.
Enquanto ensinarmos, por nossos atos, às gerações futuras que o bom é ficar rico, da noite para o dia, não importando os métodos; que o bom é sempre levar vantagem em tudo, ainda estacionamos no desamor.
Pensemos nisso: quem ama serve ao semelhante, ajuda a planta e socorre o animal.
Quem ama, preserva o mundo em que vive e que o seu irmão também vive.
Todos desejamos um mundo melhor, mais justo, sadio e agradável.
Lembremos que tudo depende de nós, de cada um de nós.
Redação do Momento Espírita.
Em 25.05.2012.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Justiça e discurso
As pessoas costumam discursar a respeito da justiça.
Em geral, o que não agrada é tido como injusto.
Esse hábito em muito se assemelha à forma pela qual as crianças veem o mundo.
O discurso infantil é centrado no atendimento dos próprios desejos.
Qualquer obstáculo é visto como indevido.
Essa infantilidade no modo de perceber o mundo se reflete nos mais variados contextos.
No trabalho, o designado para desempenhar uma tarefa árdua ou dar uma notícia desagradável sente-se injustiçado.
Dentre os filhos, se um precisa devotar mais tempo a pais velhos ou enfermos, a percepção costuma ser essa.
Esse sentir focado no egoísmo também assume outros contornos.
Ganha importância na sociedade a cultura da indenização.
Ao menor transtorno, busca-se responsabilizar o pretenso causador.
Em face de desentendimentos, procura-se colocar tudo em pratos limpos.
É como se ninguém estivesse disposto a compreender, a contemporizar e a perdoar.
Contudo, o discurso da busca de justiça muitas vezes disfarça o sentimento de vingança.
No mundo, muitos crimes se praticam sob a justificativa de se estar fazendo ou buscando justiça.
Para quem se afirma cristão, é imperioso refletir um pouco antes de trilhar esse caminho.
Jesus sempre se posicionou com bastante firmeza.
Defendeu a mulher adúltera, em face de quem queria apedrejá-la.
Sustentou com vigor que o templo fosse utilizado de forma santa, em vez de se converter em um mercado.
Ele se mantinha vigilante em todos os atos alusivos à justiça para com os outros.
Nunca lhe faltou coragem e nem capacidade de argumentação.
Contudo, quando encaminhado à cruz, não clamou pela justiça dos homens.
Ao assim agir, sinalizou a grandeza que existe em abdicar das próprias razões, em prol de um objetivo maior.
Por certo, tal atitude não implicou desconsideração para com o trabalho dos juízes honestos no mundo.
Mas estabeleceu um padrão de prudência para todos os discípulos de seu evangelho.
Quando em pauta interesses alheios, é importante atentar para o estrito cumprimento dos imperativos legais.
Entretanto, quando os assuntos difíceis e dolorosos envolvem o eu, convém moderar os impulsos de reivindicação.
A visão humana é incompleta para perceber a extensão dos dramas que se apresentam.
Muitas vezes, a aparente injustiça que se vive representa o resgate de graves equívocos do passado.
É difícil ter certeza quanto à própria posição perante a vida, considerada nos termos mais vastos de várias encarnações.
Na dúvida, a abstenção de reclamos é uma medida a ser considerada.
Antes de discursar contra qualquer injustiça pessoal, pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 18, do livro
Missionários da luz, pelo Espírito André Luiz, pela psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 24.05.2012.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Telefonema salvador
Ele era um pastor invulgar. Realizava atos de benevolência de grandes proporções. Era conhecido pelo seu coração bondoso e sua cordialidade.
Onde quer que estivesse, abraçava e beijava estranhos, perguntava seus nomes e números de telefone.
Sempre dizia: Como é bom conhecer você! Quero saber tudo a seu respeito. Dê-me seu nome e o número de telefone e eu lhe telefonarei.
As anotações eram feitas em tiras de papel, guardanapos descartáveis, cartões de visitas e tudo era enfiado nos bolsos da calça e do paletó, sempre cheios.
Quando as pessoas viam aquele enorme volume de anotações, com nomes e telefones, ficavam se perguntando se valeria a pena dar o número do telefone para o pastor.
Algumas acreditavam que, ao chegar em casa, ele jogasse tudo aquilo no lixo. Mas, os telefonemas aconteciam.
Por vezes, alguns minutos depois ou horas mais tarde. Às vezes, levava anos.
No ano de 1980, um estranho deu o número de telefone ao pastor. Foi durante um concerto.
O homem esperou e esperou. Nada. Nenhum telefonema. Ficou muito desapontado e pensou que aquele pastor era um cara muito famoso e ocupado. Claro que jamais lhe iria telefonar.
Dez anos se passaram. Então, numa manhã, o telefone tocou.
O homem nem queria atender. Estava tão desesperado que não desejava falar com ninguém.
Entretanto, o telefone tocou com tanta insistência que ele resolveu atender.
Olá, irmão, disse a voz do outro lado. Como vai?
Era a voz jovial do pastor. O homem ficou estarrecido. O que é que fizera o pastor telefonar, dez anos depois?
A resposta não se fez demorar: Bem, eu estava procurando um livro para estudo, um livro que não uso há muito tempo. Quando o encontrei e o abri, caiu um papelzinho de dentro dele, onde estavam escritos o seu nome e seu número de telefone. Achei que era um sinal de Deus e resolvi ligar para você, de imediato.
O homem sentiu que uma descarga elétrica lhe percorria o corpo e a alma.
Mal conseguiu balbuciar a frase: Pastor, você ligou bem a tempo.
Olhou para o laço de corda que estava pendurado no teto e para a cadeira que estava debaixo dele.
O telefonema do rabino lhe salvou a vida.
* * *
Você sabia que, em cada cem mil habitantes do nosso país, três buscam a morte de forma voluntária?
E que o país com o maior índice de suicidas é a Estônia, com quarenta e um suicidas por cem mil habitantes? No Japão são vinte e seis e doze, nos Estados Unidos.
E, como a narrativa demonstra, por vezes basta uma simples palavra para deter o gesto impensado e destruidor da vida.
No mundo atual, com tanta indiferença e problemas, as pessoas andam em desespero, muitas vezes. É bom estarmos atentos para determos, a tempo, um gesto de loucura de alguém que deseja pôr fim à própria existência.
Para isso é preciso olhar ao redor, não somente para frente. Mais do que isso, é preciso aprender a olhar com olhos de ver, a fim de descobrir as dores ocultas nos olhos mudos e nos gestos trêmulos dos que nos cercam, nos servem e convivem conosco.
Redação do Momento Espírita, com base no livro Pequenos
milagres, v. 2, de Yitta Halberstam & Judith Leventhal, ed. Sextante.
Em 23.05.2012.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Nascimentos
Você tem ideia de quantas pessoas nascem por minuto no mundo?
Inacreditavelmente, enquanto você ouve este texto, considerando cerca de cinco minutos, irão nascer por volta de mil pessoas no planeta.
Sim, são mais ou menos duzentos nascimentos por minuto, ou ainda, de três a quatro por segundo!
será que conseguimos imaginar a alegria desses pais, dessas famílias, recebendo - alguns pela primeira vez - o milagre de um filho nos braços?
Em meio a tantas notícias ruins - que parecem vender melhor que as boas, nos meios de comunicação, faz-se necessário que pensemos na vida, e não apenas na violência, nos assassinatos e mortes drásticas.
O site breathingearth.com apresenta uma proposta muito interessante, com um desenho do mapa mundi animado, mostrando em cada país, em cada continente, alguns dados importantes, atualizados instantaneamente.
Entre eles a natalidade no globo, sendo assinalada com pequenas estrelas que vão piscando aqui e ali, conforme os nascimentos em cada lugar.
A representação com estrelas é muito significativa, aos olhos daqueles mais sensíveis às belezas da vida.
Cada estrela daquelas é uma nova encarnação, uma nova oportunidade, uma nova chance que um Espírito recebe do Criador.
Nascemos aqui e ali com objetivos certos e importantes.
Resgates, provas, missões - fazem-nos retornar ao cenário terrestre para que continuemos nossa caminhada rumo à tão sonhada felicidade.
Felicidade que vai sendo construída e gozada ao longo das próprias experiências, conforme vamos amadurecendo e encontrando os caminhos do amor.
Nascer é ganhar do Criador nova oportunidade, mas é também dar a si mesmo uma nova chance.
A grande maioria dos lares nos recebe de braços abertos, e nos corações dos pais temos aqueles que mais irão se esmerar para que tenhamos uma boa vida na Terra.
Voltar a viver pode significar um reaprisionamento para o Espírito, que precisa vestir novo corpo material, porém, por outro lado a reencarnação é libertadora.
Libertamo-nos das amarras de ódios antigos. Libertamo-nos da tristeza das experiências frustradas do passado. Libertamo-nos do nosso homem velho pois, a cada vida, temos a chance de moldar um novo eu.
Renascer é libertar-se.
Quando nos dispomos a amar, quando nos dispomos a reconstruir o que nós mesmos destruímos, libertamo-nos da culpa, do medo, e passamos a caminhar de cabeça erguida. Isso é liberdade.
* * *
Pense nos duzentos renascimentos por minuto...
Quantos abraços... Quantas lágrimas... Quanta felicidade.
Que maravilha é esse ir e vir do planeta Terra!
Quantas experiências, quantos planos, quanto aprendizado.
Possivelmente você que nos ouve já nasceu há uns bons anos, mas é sempre tempo de voltar a pensar em renascer.
Renascer dentro da própria vida. Por que não? Tantas e tantas vezes quantas se fizer necessário.
Renascer da água e do Espírito, tal a Lei apontando o caminho da felicidade maior almejada.
Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.
Redação do Momento Espírita.
Em 22.05.2012.
terça-feira, 20 de março de 2012
Renovando os ares espirituais
O grande anfiteatro oval romano, que conhecemos como Coliseu, foi mandado construir pelo Imperador Vespasiano, por volta do ano Setenta.
O Imperador Domiciano o concluiu no ano Oitenta e dois. Suas arquibancadas tinham capacidade para oitenta mil pessoas. Os assentos eram de mármore e, para evitar problemas nas saídas dos espetáculos, os arquitetos projetaram oitenta escadarias.
Assim, em menos de três minutos, o Coliseu podia ser totalmente evacuado. Ao ensejo da sua inauguração, as festas e jogos duraram cem dias.
Nesse período, morreram nove mil animais e dois mil gladiadores. Ao longo dos anos, serviu também à representação de tragédias e comédias. Chegaram mesmo a se realizar simulações de batalhas navais.
Também foi local onde muitos cristãos perderam a vida, lançados às feras. Esses espetáculos sangrentos, de triste memória, eram assistidos em quase delírio.
Hoje, as ruínas ainda permanecem carregadas de um clima misterioso, símbolo do Império Romano e da cidade eterna. Curiosamente, nesse mesmo local onde os cristãos entravam na arena cantando hinos de louvor, a caminho do martírio, outros hinos de louvores se erguem, vez ou outra.
Assim foi quando da apresentação do quarteto Il Divo que, entre unção e emoção, interpretou Amazing Grace.
O hino tem muito significado, vez que foi composto por John Newton, após o que é considerada a sua conversão.
Newton era um traficante de escravos africanos. Durante uma de suas viagens, seu navio foi fortemente afetado por uma tempestade.
Lutando contra a borrasca, ele sentiu como estavam todos, no navio, frágeis e desamparados, concluindo que somente a graça de Deus os poderia salvar.
Estimulado por esse acontecimento e posteriores reflexões que fez do livro Imitação de Cristo, de Tomás de Kempis, ele resolveu abandonar o tráfico de escravos e se tornou cristão.
E, então, compôs a canção Amazing Grace, cujos versos podemos traduzir mais ou menos assim:
Sublime graça
Quão doce é o som, que salvou um náufrago como eu.
Eu estava perdido mas agora fui encontrado.
Eu estava cego, mas agora eu vejo.
Foi a graça que ensinou meu coração a temer. E a graça aliviou meus medos.
Quão preciosa aquela graça que apareceu na hora em que acreditei.
Por muitos perigos, dificuldades e armadilhas eu passei até aqui.
Esta graça me trouxe em segurança de tão longe...
E esta graça me conduzirá para casa.
Quando estivemos lá há dez mil anos, claros e brilhantes como o sol, não tivemos menos dias para cantar e louvar a Deus do que nos dias quando começamos.
* * *
Enquanto as vozes se elevam aos céus, lembramos que alguém disse, certa vez, que Arar é orar.
E, de nossa parte, afirmamos: cantar tal hino é uma verdadeira prece de louvor e gratidão ao Senhor da vida.
Imaginamos quantas bênçãos tenham alcançado aquela imensa plateia, envolvida na harmonia dos sons e na beleza dos versos.
Graça maravilhosa...
Música renovando a psicosfera de sangrentos dias. Prece ao Senhor da vida pela própria vida. Gratidão.
Redação do Momento Espírita.
Em 20.03.2012.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Cuidando do corpo
Deepak Chopra é médico formado na Índia, com especialização em Endocrinologia nos Estados Unidos, onde está radicado desde a década de setenta.
Filósofo de reputação internacional, já escreveu mais de três dezenas de livros, sendo um dos mais respeitados pensadores da atualidade.
A respeito do ser humano saudável, ele escreveu: Somos as únicas criaturas na face da Terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!
Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificadas por eles.
Um surto de depressão pode arrasar nosso sistema imunológico.
Apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.
A alegria e a realização nos mantêm saudáveis e prolongam a vida.
A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.
Nossas células estão constantemente processando as experiências e metabolizando-as, de acordo com nossos pontos de vista pessoais.
Quando nos deprimimos por causa da perda de um emprego, projetamos tristeza por toda parte no corpo. A produção de neurotransmissores, por parte do cérebro, se reduz. Baixa o nível de hormônios. O ciclo de sono é interrompido.
As plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos. Os receptores neuropeptídicos, na superfície externa das células da pele, se tornam distorcidos.
E, até nossas lágrimas passam a conter traços químicos diferentes das lágrimas de alegria.
Contudo, nosso perfil bioquímico é alterado, quando nos encontramos em nova posição.
A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido.
Assim, se desejamos saber como está nosso corpo hoje, basta que nos recordemos do que pensamos ontem.
Se desejamos saber como estará nosso corpo amanhã, será suficiente que examinemos nossos pensamentos hoje.
Abrir nosso coração para a alegria, às coisas positivas é medida salutar. Se desejamos gozar de saúde física, principiemos a mudar nossa maneira de pensar.
Não foi por outro motivo que o Celeste Médico das nossas almas, conhecedor profundo de todas as leis que regem nosso planeta, foi pródigo em exortações como:
Não vos inquieteis, dizendo: "Que comeremos" ou "Que beberemos", ou "Que vestiremos"?
Pois estas coisas os gentios buscam. De fato, vosso Pai Celestial sabe que necessitais de todas estas coisas.
Portanto, não vos inquieteis com o amanhã, pois o amanhã se inquietará consigo mesmo! Basta a cada dia o seu mal. Com isso, recomendava que não nos deixássemos abraçar pela ansiedade.
E mais: Andai como filhos da luz.
Ora, os filhos da luz iluminam, vibram positivamente, porque luz tem a ver com tudo de bom.
Pensemos nisso e cultivemos saúde física. Afinal, necessitamos de um corpo saudável para bem atender os compromissos que nos cabem.
Que se diria de quem não cuidasse de seu instrumento de trabalho?
Redação do Momento Espírita, com dizeres do texto Mutantes, de
Deepak Chopra e dos versículos 31, 32 e 34 do cap. 6 do
Evangelho de Mateus.
Em 19.03.2012.
domingo, 18 de março de 2012
O caminho da vida
A vida nos deixa livre para escolhermos os caminhos que desejamos seguir...
Reflitam!!
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)
Charles Chaplin
Queridos Amigos!!
Não há nada que possa mudar as coisas para melhor no mundo do que o amor... O amor gera paz, humildade, compreensão, bondade... O amor move o mundo!
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